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Tratamento de madeiras

 
 
A PESTKIL possui longa experiência no tratamento preventivo e curativo de diversos tipos de madeiras associados às mais diversas utilizações e fins.

Destacam-se os tratamentos preventivos e curativos realizados em coberturas e soalhos de imóveis, para além de outros elementos associados aos mesmos como sejam portas, janelas, escadas, outros pavimentos de madeira, paredes de tabique, tetos falsos e rodapés.

Possuímos soluções para tratamentos de madeiras existentes e novas, incluindo as que se destinam a remodelações de imóveis.

Para além de madeiras existentes em imóveis, com funções estruturais ou decorativas, procedemos ao tratamento de mobiliário, obras de arte, etc.

Os serviços de tratamentos de madeiras realizados pela PESTKIL são sempre alvo prévio de uma inspeção rigorosa dos elementos e áreas a tratar com o objetivo de se proceder a um diagnóstico pormenorizado do problema, incluindo a identificação das espécies de insetos xilófagos presentes (carunchos e térmitas) e dos níveis de infestação existentes.

Com base nos problemas identificados são efetuadas recomendações e propostas ações, as quais podem passar pela realização de tratamentos curativos e/ou preventivos.

A PESTKIL utiliza produtos anti-xilófagos* de elevada qualidade, com resultados, e adaptados às diversas necessidades.

Utilizamos produtos preservadores de madeira com propriedades inseticidas e/ou fungicidas.

A PESTKIL é operador certificado, pelo Governo Regional dos Açores, para o controlo de infestações por térmitas nos Açores, cumprindo todos os requisitos como operador de desinfestação do Decreto Legislativo Regional nº 22/2010/A de 30 de junho de 2010.
 
 
 
 
*Xilófago – diz-se do que se alimenta de madeira. Exemplos de insetos xilófagos – caruncho e algumas espécies de térmitas como a da madeira seca. A palavra xilófago resulta da combinação de xilo (do grego ksúlon, que significa "madeira") com fago (do grego phagein, que significa "comer").
 
 

 

INSPEÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE IMÓVEIS

 
A PESTKIL realiza serviços de inspeção e certificação de imóveis no âmbito do Sistema de Certificação de Infestação por Térmitas (SCIT).

Os serviços são realizados por um dos peritos qualificados com maior experiência neste domínio nos Açores.
As inspeções aos imóveis no âmbito do Sistema de Certificação de Infestação por Térmitas (SCIT) são realizadas, sempre que necessário, com o auxílio de equipamentos específicos para a obtenção de análises e de resultados rigorosos.

Possuímos, entre outros, um equipamento Termatrac para a deteção de térmitas em elementos de madeira e uma câmara de inspeção para zonas de difícil acesso.

 
 
Equipamento Deteção de Térmitas por Radar
 
Equipamento com tecnologia de radar para a deteção de térmitas em elementos de madeira
 
 
 
Câmara de Inspeção Wireless
 
Câmara de inspeção wireless. Para inspeção de áreas e elementos de acesso restrito
 
 
 
 
INFORMAÇÕES SOBRE A CERTIFICAÇÃO DE IMÓVEIS NO ÂMBITO DO SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO DE INFESTAÇÃO POR TÉRMITAS (SCIT)

A venda e o arrendamento de imóveis, em algumas freguesias dos Açores, carece da emissão obrigatória de um certificado próprio, emitido por perito qualificado, no âmbito do Sistema de Certificação de Infestação por Térmitas.

De acordo com o Artigo 22º do Decreto-Legislativo Regional nº 22/2010/A nas áreas infestadas dos Açores, definidas por resolução do Governo Regional dos Açores, é obrigatório que, aquando da venda ou do arrendamento de um edifício, seja fornecido ao potencial comprador ou arrendatário um certificado válido de inspeção à infestação por térmitas (CIIT), nas suas modalidades de certificado de ausência de infestação ou de certificado de vistoria, consoante o caso.

De acordo com o Artigo 18º do Decreto Legislativo Regional nº 22/2010/A são objeto da certificação:
1 — O objeto de certificação é cada uma das menores unidades do edifício que podem ser objeto de venda, de locação, de arrendamento ou de outra forma de cedência contratual de espaço, as quais correspondem, geralmente, às frações autónomas constituídas ou passíveis de ser constituídas.
2 — A totalidade do edifício, composto pelo conjunto das respetivas frações autónomas, pode também ser objeto da certificação, cumulativamente ou não com essas frações ou unidades do edifício.
3 — No caso de edifícios compostos por mais de um corpo, mediante consulta à entidade gestora do SCIT, pode ser objeto da certificação cada corpo individual ou o conjunto de corpos que compõem o edifício ou a fração autónoma.

A certificação de imóveis neste âmbito é de extrema importância pois permitirá, no caso de se confirmar a existência de térmitas, aos proprietários obterem a informação do problema existente e atuarem de acordo com as recomendações e ações indicadas no certificado.

A certificação de imóveis no âmbito do SCIT é uma ferramenta fundamental para o controlo das térmitas e para impedir que as mesmas se alastrem para outras áreas geográficas não infestadas.

Consulte a página do Governo Regional dos Açores sobre o Sistema de Certificação de Infestação por Térmitas (SCIT) http://www.azores.gov.pt/Gra/srrn-ambiente/menus/secundario/T%C3%A9rmitas
 
 
 
 

 

Térmitas

 
As térmitas são uma das pragas urbanas que mais prejuízos causam em todo o mundo devido ao facto de atacarem componentes estruturais de madeira de qualquer tipo de edifício, tais como soalhos, tetos, coberturas, bem como quaisquer outros tipos de elementos de madeira, nomeadamente portas, janelas, rodapés, mobílias, obras de arte, etc.

A presença de térmitas nos Açores está confirmada em seis das nove ilhas que constituem o arquipélago, tendo sido a primeira identificação ocorrida no ano 2002, na ilha Terceira (Borges et al., 2004).

Até ao momento sabe-se que existem quatro espécies de térmitas nos Açores: a Kalotermes flavicollis (térmita de madeira húmida Europeia) que é conhecida nas três ilhas mais populosas (São Miguel, Terceira e Faial); a Cryptotermes brevis (térmita de madeira seca das Índias Ocidentais), que para além de existir nas mesmas ilhas foi também identificada nas ilhas de Santa Maria, São Jorge e Pico; a Reticulitermes grassei (térmita subterrânea europeia), que está apenas referenciada para a ilha do Faial encontrando-se num grau de infestação preocupante; e finalmente, a Reticulitermes flavipes (térmita subterrânea do Leste dos Estados Unidos), referenciada para a zona de Santa Rita no antigo Bairro Americano (ilha Terceira) (Paulo Borges, Com. Pessoal).

Nas restantes ilhas do arquipélago (Flores, Corvo e Graciosa) não há ainda registos oficiais da existência de térmitas.

Estas espécies, todas exóticas, chegaram aos Açores há algumas décadas, encontrando-se atualmente bem estabelecidas (principalmente a térmita da madeira seca – Cryptotermes brevis) temendo-se que alastrem para outras zonas das ilhas onde neste momento existem bem como para as outras ilhas onde até à data não está confirmada a sua presença.

O acompanhamento da expansão destas espécies e os crescentes danos por elas causados em imóveis, em particular pela infestação por Cryptotermes brevis, veio comprovar que as condições climáticas existentes na região litoral do arquipélago, aliadas ao tradicional recurso pela arquitetura civil açoriana a coberturas, tetos e soalhos em madeira, criam condições favoráveis à expansão da infestação por térmitas e potenciam graves danos ao património existente.
 
 

 

A térmita da madeira seca

 
A térmita da espécie Cryptotermes brevis é considerada a espécie de térmita de madeira seca mais destrutiva do planeta.

A espécie Cryptotermes brevis (Walker, 1953) (Kalotermitidae) (cerca de 6-8 mm de comprimento) está presente em Angra do Heroísmo (Terceira), Ponta Delgada (São Miguel), Calheta (São Jorge), Horta (Faial), Lajes (Pico) e Santa Maria. Trata-se de uma espécie de madeira seca com origem num clima desértico da América do Sul (Chile), onde as temperaturas atingem valores elevados durante o dia e muito baixos durante a noite, sendo a pluviosidade, neste local, muitíssimo rara (Scheffrahn et al., 2009). A sua dispersão ocorreu com o importante auxílio humano, tendo-se espalhado por todo o mundo, através de navios e madeiras importadas. Esta espécie embora seja de madeira seca necessita de uma certa humidade, pelo que se dá muito bem em ilhas (Evans et al., 2004).

Como se alimentam de madeira seca, todas as madeiras antigas e não tratadas são um alvo potencial de ataque e posterior destruição. Inicialmente, as térmitas não são observáveis porque fecham os orifícios externos das galerias, sendo a sua presença apenas notada quando as fezes (pelotas fecais) são expulsas e se aglomeram nos soalhos. Nesta altura as colónias já provocaram extensos danos. Deste modo, o seu combate não é uma tarefa simples (Gold & Jones, 2000). A reprodução dá-se ao fim de quatro anos após um casal colonizar a madeira. Os meses de Maio a Setembro são aqueles em que os novos casais alados procuram orifícios para colonizar novas partes das habitações, para aí acasalarem.

Apesar da sua deteção apenas ter sido cientificamente comprovada em 2002, numa fase em que a praga já ocupava extensas áreas das cidades de Angra do Heroísmo, Ponta Delgada e Horta, a térmita de madeira seca, Cryptotermes brevis, constitui atualmente a praga urbana mais preocupante nos Açores, cujos impactos económicos e patrimoniais têm suscitado uma preocupação considerável, quer do Governo Regional, bem como dos cidadãos e da comunidade científica (Borges & Myles, 2007).

A espécie Cryptotermes brevis possui um ciclo de vida complexo com várias castas.

Estas térmitas podem apresentar essencialmente duas formas conforme a altura do ano. Nos meses compreendidos entre Maio a Setembro podem observar-se térmitas na sua fase alada. No resto do ano as térmitas vivem no interior da madeira e apresentam predominantemente a forma de segregados.
As segregadas possuem um papel importante e são caracterizadas por executarem todas as funções de rotina, tais como a obtenção de alimento, alimentação de outras castas, incluindo o rei (pai) e a rainha (mãe) a eliminação de indivíduos doentes ou mortos e cuidados com os ovos.

Em determinadas alturas no verão formam-se ninfas aladas que dão origem aos adultos alados que têm como função a procura de outros locais para fundar novas colónias. Em algumas situações como a morte da rainha podem mesmo formar-se reprodutores de substituição a partir de segregadas.

Fontes:
• Borges, P. A. V. & Myles, T. (eds.) (2007). Térmitas dos Açores. Principia, Estoril, 126 pp.
• Borges, P.A.V., Lopes, D., Simões, A., Rodrigues, A, Bettencourt, S. & Myles, T. (2004). Determinação da Distribuição e Abundância de Térmitas (Isoptera) nas Habitações do Concelho de Angra do Heroísmo. Departamento de Ciências Agrárias, Universidade dos Açores, Angra do Heroísmo. 34 pp.
• Evans, A.V., Garrison, R.W., Schlager, N. & Trumpey, J.E. (2004). Grzimeck´s Animal Life Encyclopedia. Thomson, Gale.
• Gold, R.E. & Jones, S.C. (2000). Handbook of Household and Structural Insect Pests. Entomological Society of America, U.S.A.
• Scheffrahn R. H, Krecek, J., Ripa, R. & Luppichini, P. (2009). Endemic origin and vast anthropogenic dispersal of the West Indian drywood termite. Biological Invasions, 11: 787–799.

 
 
 
 

 

térmitas - legislação regional

 
  • Decreto Legislativo Regional nº 22/2010/A, de 30 de Junho - Aprova o regime jurídico do combate à infestação por térmitas.
  • Resolução do Conselho do Governo nº 2/2011, de 3 de Janeiro - Define as freguesias cujo território se considera como área potencialmente infestada, incluindo mapas de risco de infestação pela térmita de madeira seca Cryptotermes brevis (Walker)
  • Portaria n.º 38/2011, de 20 de Maio - Estabelece o regime jurídico de concessão de apoios financeiros à desinfestação e a obras de reparação de imóveis danificados pela infestação por térmitas. • Resolução do Conselho do Governo n.º 98/2011, de 28 de Julho - Aditamento à Resolução do Conselho do Governo nº 2/2011 de 3 de Janeiro de 2011. Inclusão da freguesia das Ribeiras, concelho de Lajes do Pico, como área infestada por térmita de madeira seca.
  • Portaria n.º 90/2011, de 9 de Novembro - Estabelece o regime jurídico de concessão de apoios financeiros à desinfestação e a obras de reparação de imóveis danificados pela infestação por térmitas.
  • Decreto Legislativo Regional n.º 14/2015/A, de 26 de maio - Primeira alteração ao Decreto Legislativo Regional n.º 22/2010/A de 30 de junho)

Links com informações úteis:
1. Página do Governo Regional dos Açores sobre o Sistema de Certificação de Infestação por Térmitas (SCIT) - http://www.azores.gov.pt/Gra/srrn-ambiente/menus/secundario/T%C3%A9rmitas

Inclui informações sobre:
  • Medidas de Controlo e Combate à Infestação por Térmitas
  • Tratamento e destino final dos resíduos infestados Venda/ arrendamento de imóveis
  • Certificação dos Operadores de Desinfestação
  • Apoios financeiros

2. Página SOS Térmitas - sostermitas.angra.uac.pt/

3. Xilix Gelinformações sobre o termicida.